Torneio beneficente em São Paulo: o que aprendi fora das cartas
Em maio, reunimos trinta e dois jogadores em um salão de eventos na zona oeste de São Paulo para um torneio de mesa única, com toda a taxa de inscrição revertida para uma instituição de apoio a crianças em tratamento oncológico.
A organização
Dividi a logística com dois amigos do circuito regional: um cuidou da estrutura (mesas, cronômetro, impressão das regras), eu cuidei do formato do torneio e da comunicação com os jogadores inscritos. Optamos por um formato de eliminação simples, com blinds crescentes a cada vinte minutos, pensado para terminar em uma tarde.
A mesa final
Cheguei à mesa final em quinto lugar de nove, o que me deu tempo de observar mais do que de agir. O que mais me marcou não foi a disputa pelo primeiro lugar, e sim a quantidade de jogadores que nunca tinham disputado um torneio presencial antes e que, ao final, perguntavam onde poderiam aprender mais sobre leitura de mesa — foi aí que nasceu a ideia dos workshops que relato em outras páginas deste blog.
O resultado
O evento arrecadou um valor relevante para a instituição parceira, divulgado diretamente pela organização beneficiária, não por nós. Nenhuma parte da arrecadação passou pelas minhas contas pessoais nem pelas deste site — toda a transferência foi feita diretamente dos organizadores locais para a instituição.
O que eu faria diferente
Subestimei o tempo necessário para explicar as regras a quem nunca tinha jogado um torneio por eliminação. Na próxima edição, planejo gravar um vídeo curto de orientação para enviar antes do evento, reduzindo o tempo perdido com dúvidas de regra na própria mesa.